O Ministério da Previdência Social (MPS) bloqueou o acesso de 167 peritos ao sistema Atestmed. Esse sistema é usado pelo INSS para analisar atestados médicos e aprovar, ou negar, o pedido de benefícios, como o auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença).
Dessa forma, o contribuinte fica dispensado de fazer uma perícia presencial, caso o seu atestado seja de até 90 dias.
Em abril deste ano, o INSS passou a usar uma versão mais robusta desse sistema, o Atestmed Qualificado. Foi então que o ministério notou um número atípico de negativas nos pedidos de benefícios, o que levantou suspeitas.
Em maio, o órgão passou a restringir o acesso de alguns servidores ao sistema, devido ao aumento pontual de indeferimentos de pedidos.
Pedidos estavam sendo analisados de forma padronizada em menos de um minuto
Ainda segundo a investigação, muitos pedidos estavam sendo analisados de forma padronizada, sem análise individual. O que significa que a história da pessoa, o impacto da doença ou acidente em sua vida etc. não estava sendo levado em conta.
Em um caso específico, um perito levava menos de um minuto para analisar os pedidos.
O que fazer se você foi prejudicado?
Em primeiro lugar, é importante esclarecer que o sistema Atestmed é usado por 3.560 peritos. Apenas 167 foram afastados, o que dá cerca de 4,6% dos peritos. Além disso, todos os pedidos de auxílio por incapacidade temporária que estavam com esses profissionais estão sendo reavaliados.
O caso foi investigado devido ao monitoramento feito pelo Departamento de Perícia Médica Federal (DPMF).
A Associação Nacional dos Peritos Médicos Federais (ANMP), que representa os peritos do INSS, contestou os afastamentos e entrou na Justiça contra o Governo.
Com informações da Folha. Imagem da matéria (© Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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Finalista do Prêmio FIEP de Jornalismo.


